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Uma realizadora de sonhos

Terracap fatura mais de R$ 19 milhões com venda de 85 terrenos em 11 cidades. Além de garantir verba para novas obras, empresa facilita a vida de quem quer a casa própria

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 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Os números superaram as expectativas dos organizadores da licitação, realizada na sede da empresa][credito=Fotos: Gilda Diniz]

A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) realizou, na quinta-feira (25), sua sexta licitação este ano. Foram vendidos terrenos residenciais e comerciais. Dos 230 lotes ofertados, 11 foram excluídos, restando 219. A licitação aconteceu pela manhã no auditório do edifício-sede da empresa. Com o auditório lotado, 168 propostas foram lançadas. Dessas, 85 foram aprovadas (os candidatos às demais propostas estão sujeitos a serem desclassificados por descumprimento do edital), dando um total de vendas de 39% dos itens ofertados.


Os números superaram a expectativa da licitação. As propostas oferecidas pelos licitantes estavam 40% maiores do que o valor dado pela Terracap. “Estávamos prevendo de 12 a 14 milhões de reais e chegamos a mais de 19 milhões de reais”, comemorou o gerente de comercialização, Luiz Flávio. Segundo a empresa, parte do dinheiro arrecadado será investida em obras de vias e rodovias. Nas últimas cinco licitações foram arrecadados cerca de R$ 840 milhões em lotes, um recorde. Os lotes que restaram serão vendidos nas próximas licitações.


Os lotes estão distribuídos em 11 cidades do Distrito Federal. O maior número deles está localizado no Jardim Botânico III. O restante está distribuído em Águas Claras, Brasília, Ceilândia, Guará, Taquari, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Sobradinho, Taguatinga e Samambaia.


Quem adquire um imóvel desses leva a garantia de um lote legalizado, além de ter até 240 meses para parcelar o pagamento. Os juros são de 12% ao ano, ou seja, 1% ao mês. “ Os preços atendem a todas as classes, tanto o empresário como as pessoas físicas”, disse o gerente de comercialização da Terracap, Luiz Flávio de Barros. Qualquer pessoa pode participar das licitações (física, jurídica, individual, em grupo).


“Achei que seria mais complicado, pois é a primeira vez de que participo, mas é relativamente simples, é bem organizado”, conta o licitante Paulo de Tarso, servidor público. A única queixa dele foi a de não ter o formulário de proposta de compra disponível no site. “Fui à agência do BRB e não tinha, como já tem, o edital e a possibilidade de pagar a caução disponível, por que não o formulário, que facilitaria ainda mais”, sugere.


Servidor conseguiu lote

[legenda=O servidor Paulo de Tarso se disse contemplado com lote]Os terrenos do Jardim Botânico III, bairro nobre na região do Lago Sul, foram os que mais tiveram opções de venda. As ruas abertas recentemente e a chegada de infraestrutura pública valorizaram ainda mais os terrenos no local. O maior número de lotes vendidos, na licitação, foi no bairro. Em apenas oito meses a Terracap já vendeu 207 lotes, que renderam  R$ 40,8 milhões. A valorização no Jardim Botânico chegou a tanto que a média de preços passou de R$ 160 mil, em outubro de 2008, para R$ 207 mil, em abril deste ano.


A região é a terceira no ranking de vendas da companhia, atrás somente do Noroeste e Samambaia. Hoje, 773 m2 no setor estão avaliados em R$ 176,9 mil; os de 910 m2 custam R$ 206,9 mil e os de 1.400 m2 têm preço mínimo de R$ 294,5 mil.


A média de lotes vendidos na licitação animou a imobiliária. “ A licitação foi muito boa porque conseguimos vender 40% do Jardim Botânico, quase que 50 lotes”, comenta o gerente de comercialização Luiz Flávio.


“Acho que serei contemplado”, animava-se Paulo de Tarso horas antes do resultado da licitação. O Jardim Botânico III foi o lugar escolhido por ele. “É um local que está perto do centro de Brasília”, explica.


Paulo destaca alguns pontos positivos de se adquirir um imóvel licitado. “É mais seguro e viável porque é regularizado, além de não ser caro. Eu recomendo”, disse Paulo, que estava bastante ansioso pelo resultado. “Não falei que ia ganhar? Estou muito feliz”, vibrava.


Quem também estava atenta à licitação era Rosângela Maria Pinheiro. “Foi por pouco que eu que ganhei, cinco pessoas deram lance, e eu ganhei”, disse ela. Já o marido, Manuel Batista dos Santos, também elogiava a licitação, que considera a maneira mais segura de adquirir um lote. “Moro em um imóvel cedido pelo meu pai e agora posso dizer que tenho um”, festejava Rosângela.


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