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Satélites estão em alta

Mudanças no financiamento e implantação do Minha Casa, Minha Vida levam as construtoras a voltar o olhar para as classes econômicas. Novos lançamentos vêm aí

Tamanho da Fonte     CAROL GUITTON LEAL
aleal@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=O Gama é uma das cidades-satélites do DF que estão recebendo mais investimentos das construtoras][credito=Foto: Mary Leal]

A presença das construtoras no mercado imobiliário das cidades-satélites tem sido cada vez mais forte. As facilidades de compras oferecidas aos clientes, como a redução dos juros, tem proporcionado a muitas pessoas o sonho da casa própria. E para dar continuidade a essa nova etapa, explorar esses canteiros de obras, as empresas de construção do Distrito Federal prometem novos lançamentos para o segundo semestre do ano.


O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Adalberto Valadão, explica que no passado o mercado imobiliário era voltado para a classe média-alta. Por isso, os financiamentos bancários, por exemplo, não eram vantajosos para a classe baixa. Mas, com as alterações no sistema de financiamento e, principalmente, com a chegada do programa Minha Casa, Minha Vida, a procura dessa classe por moradia tem aumentado, o que consequentemente atraiu mais construtoras para as cidades-satélites. “Esse é o principal motivo para o atual aquecimento dessas áreas”, ressalta.


Os moradores das satélites podem ficar despreocupados, pois mesmo com a chegada do novo setor, o Noroeste, as empresas da construção civil não vão abandonar esse canteiro, que tem rendido bons frutos. “São públicos com perfis distintos. O Noroeste chega para suprir a saturação do mercado do Plano Piloto. São empreendimentos para a classe média-alta. As construtoras vão investir nos dois mercados, aumentando o nível de atividades. Enquanto tiver demanda, haverá novos lançamentos”, acredita Adalberto Valadão.

Canteiro de obras promissor

As construtoras descobriram novos nichos de mercado imobiliário que atendessem uma classe esquecida. “Quando se inseriram nas regiões, perceberam que havia um déficit de empreendimentos. As empresas que estão nessas áreas têm caprichado nos residenciais. São produtos de qualidade, com acabamentos requintados e que priorizam a segurança, por um preço muito acessível”, explica o diretor comercial da Lopes Royal, Leonel Alves.


As construtoras parceiras da Lopes Royal já estão pesquisando o mercado das cidades, como Samambaia, Gama, Taguatinga, e pretendem apresentar novos empreendimentos no próximo semestre do ano. Serão residenciais voltados para todos os públicos, com um, dois, três ou quatro quartos.
“As empresas estão correndo para realizar os novos lançamentos”, comenta o diretor comercial da Lopes Royal.


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