Educação

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Sinônimo de determinação

Destaque nas Olimpíadas do Conhecimento, a brasiliense Helena Neves vai ao Canadá representar o Distrito Federal no Torneio Internacional de Educação Profissional 2009. Lá ela vai mostrar toda a sua criatividade como design gráfica

Tamanho da Fonte     GESIANE ALVES
galves@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Paulo Mendes com Helena: instrutor dedica oito horas diárias de ensino para preparar a competidora][credito=Foto: Mary Leal]A brasiliense Helena Neves Quintas Simões, 22 anos, vai representar o Distrito Federal no 40º Torneio Internacional de Educação Profissional, o WorldSkills 2009. O desafio foi lançado para 25 alunos do Senai e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de várias regiões do país que sonharam em integrar a delegação brasileira e disputarão o torneio deste ano, entre 1º e 7 de setembro, em Calgary, na província de Alberta, no Canadá.


Para participar do torneio WorldSkills é preciso passar por intenso programa de treinamento e atingir índices compatíveis com a média exigida pelo torneio em várias provas regionais realizadas ao longo do ano.


A partir de um grupo de 46 campeões e vice-campeões da Olimpíada do Conhecimento 2008, foram selecionadas as melhores marcas para participar do mundial.


Foi o caso de Helena, que disputou e ganhou no ano passado medalhas de ouro para design gráfico. “Eu desenvolvo vários projetos, como identidade visual, embalagens, anúncios, diagramações de capa, briefings, entre outros. Faço todo o trabalho de criação de uma agência publicitária”, orgulha-se a competidora.

preparação para
as olimpíadas
O instrutor dela, Paulo Mendes, avaliador líder do Brasil, conheceu Helena há dois anos, quando era seu professor em um curso de design. “Desde o curso, ela começou a se preparar para as olimpíadas. Na área de design é preciso ter aptidão e percebi que ela tinha esse dom. Mas também por sua motivação e dedicação, logo conseguiu atingir sua meta”, declarou, sem esconder uma ponta de satisfação. “É muito bom contribuir com o seu crescimento. Não basta a pessoa só ter informação, é preciso saber utilizá-la, e Helena é exemplo nisso”, completou. O professor dedica oito horas diárias ao ensino da competidora.


O evento incentiva outras pessoas que desejam se especializar. “Não há mais diferença de um país e outro, pois há dois anos o Brasil ficou em segundo lugar e isso só mostrou que depende dos jovens construírem seu futuro, pois o esforço e determinação de cada um são o diferencial”, ressalta Mendes.


“Estou tendo um crescimento profissional que não teria adquirido em lugar algum. Eu comecei a faculdade na UnB, mas no primeiro semestre tranquei, pois estava determinada a ganhar o primeiro lugar e estava ciente de que só participando desse projeto eu conseguiria alcançar meus objetivos”, avalia Helena. A competidora se disse ansiosa pela viagem, pois está há mais de dois anos treinando.
“Quero levar nossa cultura para o Canadá. Realmente, é uma experiência única na minha vida, pois vi até onde posso chegar com o meu conhecimento”, declarou a estudante.

A Semana do conhecimento

Para quem deseja se destacar profissionalmente como Helena Neves, as Olimpíadas do conhecimento é uma oportunidade para quem visa uma vaga no mercado de trabalho. Nessa semana, a fase interescolar das Olimpíadas do Conhecimento foi realizada no Senai do Gama. 57 alunos de cursos técnicos do Senai-DF, distribuídos em 22 ocupações, passaram por provas que simularam o dia-a-dia das indústrias, e tiveram de desenvolver produtos específicos de cada modalidade, envolvendo etapas de planejamento, processo de execução e conclusão. Os jovens que participaram tiveram de estudar e se empenhar durante seis meses, e em média oito horas diárias.


Além de assistir a competição, os interessados participaram gratuitamente de minicursos – realizados pela empresa Chea, especialista em equipamentos de solda  – e de palestras com temas como: Saúde e Segurança no Trabalho, Profissão Webdesign, Instrumentos Eletroeletrônicos, Construções Ecológica.


Evolução do país

 

O Brasil vem participando do WorldSkills desde 1983. Por isso a diretoria do Senai Nacional está apostando no desempenho dos brasileiros nas edições, que acontecem a cada dois anos. Em comparação com os últimos anos, o país saltou do 12º para o 2º lugar em 2007.


O Brasil ficou atrás apenas da Coréia do Sul e à frente de países com tradição em educação profissional, como Suíça e Japão. “A expectativa é de que os brasileiros repitam o desempenho técnico de 2007 e a conquista de medalhas vai depender de como estarão nossos concorrentes”, avalia o team líder Antônio Carlos Dias, do Senai Nacional.


Os melhores resultados, segundo Dias, devem ocorrer nas áreas em que o Brasil tem tradição, como eletroeletrônica e automação. “Podemos dizer que os competidores de todas as modalidades estão tranquilos em relação aos concorrentes, porque o padrão brasileiro é internacional”, garante.
Os competidores de cerca de 50 países que estão no WorldSkills só podem participar uma vez do torneio e ter, no máximo, 22 anos. “Esse evento é muito importante para o Brasil porque é uma oportunidade de demonstrar ao mundo que temos profissionais reconhecidos”, diz Paulo Mendes.


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