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É tempo de novidades

Começo de ano letivo é sempre cheio de surpresas nas escolas. Os alunos, empolgados, buscam curtir todas as novidades do colégio, tanto na estrutura física quanto no projeto pedagógico proposto pela instituição

Tamanho da Fonte     ALINE REIS
areis@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Neila Siqueira mostra a reforma que está sendo feita na fachada do Colégio JK para dar aparência moderna][credito=Foto: Mary Leal]Fachada moderna, aulas de plantio e colheita e novas formas de avaliação são exemplos de novidades que as escolas de Brasília estão trazendo para os alunos no ano letivo de 2010. Com o objetivo de incentivar o estudante a aprender novas coisas por meio de projetos diferentes da grade horária tradicional e aumentar a vontade dos estudantes de ir à escola, vários  colégios investem pesado em reformas físicas e pedagógicas no começo do ano.


Sempre de olho nos acontecimentos pelo país e percebendo os interesses dos alunos, algumas escolas estão adaptando a forma de avaliar os estudantes com a maneira como é cobrada em exames e vestibulares pelo Brasil. No Centro Educacional Sigma, por exemplo, o modelo utilizado pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e outras provas serviram de base para que o colégio passasse a ter mais uma maneira de avaliar os alunos. “Como eles já fazem outras avaliações discursivas, agora terão contato com esse tipo de avaliação”, explica o diretor pedagógico Ronaldo Mendes.


Após perceber que deu certo em outras instituições, o Sigma resolveu dar a oportunidade para alunos serem avaliados de uma maneira mais parecida com a avaliação do Enem, tanto na forma como no conteúdo. Além de fazer com que eles tenham experiência nesse tipo de prova, a instituição tem como objetivo contemplar alunos que têm dificuldade em responder questões discursivas e, em contrapartida, facilidade em fazer julgamentos.

Modernidade pede licença

Apesar da tecnologia ter chegado nas escolas há muito tempo, por meio de laboratórios de informática, a cada ano que passa novas modernidades vão chegando.


Nos colégios, os investimentos em fachadas mais bonitas e laboratórios mais equipados não são poupados. A unidade da Asa Norte do Colégio JK está recebendo uma nova fachada em busca de uma imagem mais moderna. “Nós tiramos todas as plantas para ter um visual totalmente diferente. Contratamos um pessoal que trabalha em shopping para essa tarefa. O aluno vai encontrar essa cara nova daqui a dois meses e como eles têm essa intimidade com shopping, acho que vão gostar dessa aparência moderna”, relata a diretora pedagógica do JK, Neila Siqueira.


A tecnologia está cada vez mais invadindo espaços que antes eram considerados apenas como um local de recreação. O Centro Educacional Católica de Brasília está lançando um novo conceito de acessibilidade em termos de tecnologia. “Vamos criar ilhas espalhadas pela escola para que o aluno tenha acesso aos computadores. A tecnologia vai sair de uma sala fechada e vai para cantina. Nossa intenção é fazer um cyber-café”, afirma a coordenadora pedagógica, Cláudia Moura.


Além de mudanças na estrutura, as tecnologias invadem diretamente a sala de aula. No Colégio JK, por exemplo, a robótica está sendo implantada na grade horária. “Estamos fazendo uma parceria com a empresa Lego que já vem com o material todo pronto”, explica Neila.


Projeto educativo

Fora o investimento em tecnologia, muitas escolas estão adaptando o projeto político-pedagógico para que as crianças possam aprender brincando. Após uma reformulação no plano de ensino, o Centro Educacional Católica lança este ano dois projetos que estão deixando os alunos ansiosos.


A ecovila é um laboratório que surgiu a partir de uma feira de ciências e desde então os alunos em pequenos grupos tinham a oportunidade de treinar o cultivo. A partir deste ano, após adaptações físicas, o espaço tem capacidade para acolher de maneira confortável uma turma inteira com professores. “A ecovila é um espaço que vai atender alunos do maternal até o terceiro ano. Eles vão treinar o cultivo, vão plantar, colher e terão aulas de desenvolvimento sustentável”, conta a coordenadora do colégio.


Outro projeto é o Católica Kids.  Nele, crianças de 3 a 8 anos têm a oportunidade de aprimorar suas habilidades por meio de brincadeiras e jogos infantis, respeitando a idade e tempo de cada um. “Respeitando os limites da criança a gente vai trabalhar todas as modalidades esportivas”, explica o coordenador de esportes da Católica, Eduardo Sena.


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