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Segurança na ponta do dedo

Sistema que identifica moradores pela impressão digital ajuda condomínio a evitar a ação de criminosos. Iniciativa faz tanto sucesso que outros prédios já pensam em implantá-la

Tamanho da Fonte     Laís Braz
loliveira@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[credito=Foto: Dinah Feitoza]Engana-se quem pensa que os ladrões de residência dão descanso aos cidadãos no final das férias. O combate à violência deve ser feito durante o ano inteiro. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, houve um crescimento no número de residências assaltadas no primeiro semestre de 2009. Por isso, os moradores recorrem a todo tipo de expediente para se sentirem seguros. Vale tudo, desde ter um cão de guarda até contratar uma empresa especializada.


Essa última foi a alternativa que o síndico do bloco I da SQN 214 recorreu. Após várias reclamações dos moradores sobre casos de roubos de carros e vandalismo, Raphael Rios criou uma estratégia para tornar o Residencial Valmir Campelo mais seguro. Uma das iniciativas foi contratar um funcionário para fazer a ronda na quadra. A outra foi o cadastramento dos condôminos no sistema de biometria, que consiste na identificação deles por meio da impressão digital.


O equipamento instalado nas entradas do prédio há cerca de cinco anos ajudou na prevenção de furtos e invasões no prédio. Cada morador pode cadastrar pessoas que frequentam os apartamentos e também definir os horários que elas podem ou não acessar as dependências internas do residencial. Outra vantagem do sistema é a impossibilidade de fraudes, já que a impressão digital é única para cada indivíduo, diferentemente das chaves, que podem ser copiadas e roubadas, e até mesmo das senhas, que podem ser decifradas.


Digital também pede socorro

 

A digital também pode acionar os responsáveis pela segurança do condomínio, pois há a possibilidade de registrar a digital de um dos dedos para ser o pedido de socorro. Por exemplo, se um morador definir o dedo anelar como dedo de emergência, se estiver em perigo, basta colocar o dedo anelar no aparelho de biometria que será disparado um alarme para a portaria. O segurança, então, pode verificar a ocorrência pelas câmeras e chamar a polícia.


A desvantagem do sistema é no caso de pessoas que têm doenças de pele ou usam produtos químicos que dificultam a leitura. Para resolver o problema, o coletor de digital disponibiliza teclas numéricas para essas pessoas usarem senhas. “Minha esposa usa produtos químicos na limpeza da casa, a digital não passa por esse sistema, por isso ela tem uma senha para entrar”, diz.

Investimentos

Rios conta que o condomínio fez vários investimentos para acabar com problemas recorrentes, como os usuários de drogas e os furtos nos carros. Além da biometria, foram colocadas no condomínio câmeras de segurança, blindou-se a  guarita da portaria, uma ronda motorizada passou a ser feita e instalou-se um sistema de segurança na garagem que permite o registro dos veículos e o monitoramento de  todos os carros.


Esse sistema também possui um botão de alarme em casos de emergência, além de registrar os passos de cada morador, quantas vezes o veículo entrou e saiu do prédio. Caso o controle remoto do portão da garagem venha a ser roubado, basta bloquear o cadastro do equipamento e fornecer um novo controle ao condômino.


O programa deu certo e outros residenciais aderiram a ele como padrão. Entre as propostas do projeto estão o processo de seleção mais rígido para os colaboradores, criação de uma cartilha de segurança para os moradores, promoção de palestras sobre segurança e reciclagem para os funcionários do prédio.


“Dos 11 blocos da quadra, três já usam o sistema de segurança. Já pensamos em passar sugestões para outras quadras”, diz o síndico. Rios argumenta que, depois de adotadas as iniciativas para conter a insegurança, o bairro ficou tranquilo e os imóveis se valorizaram. “Os moradores sempre me dizem que, com a diminuição da violência no bairro, os apartamentos ficaram mais caros”.


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