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Um desafio que valeu a pena

Primeiro longa nacional coproduzido pela Walt Disney Studios Motion Pictures Brasil, High School Musical – O desafio é mais um sucesso da franquia que angariou fãs por todo o mundo, mas com um diferencial: o filme é 100% brasileiro, e traz novos personagens

Tamanho da Fonte     LUCIANA AMARAL
lcavalcanti@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Olavo Cavalheiro e Renata Ferreira: o romantismo de Zac Efron e Vanessa Hudgens, mas com estilo próprio][legenda=Wanessa Camargo entre os atores Claudio Gonzaga e Debora Olivieri: participação afinada e sucesso anunciado]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando a Disney lançou o longa-metragem High School Musical, apresentando os até então desconhecidos Zac Efron e Vanessa Hudgens, talvez jamais imaginasse que esse musical adolescente, despretensioso e cheio de romantismo, fosse tão bem-sucedido, capaz de conquistar fãs em todo o planeta. Os jovens se renderam às canções e coreografias, e os estúdios Disney, é claro, conscientes do potencial de sua nova cria, lançaram mais duas continuações. Agora, é a vez do Brasil, com elenco próprio e história original, apresentar a sua versão do megassucesso.


High School Musical – O desafio, já em cartaz nos cinemas, é o primeiro filme nacional coproduzido – e também distribuído – pela Walt Disney Studios Motion Pictures Brasil. Os oito protagonistas da produção – Olavo Cavalheiro, Renata Ferreira, Paula Barbosa, Fellipe Guadanucci, Moroni Cruz, Samuel Nascimento, Beatriz Machado e Karol Cândido – foram selecionados durante o reality show High School Musical – A seleção, exibido pelo Disney Channel e SBT, em 2008. A cantora Wanessa Camargo, por sua vez, faz uma participação especial como a ex-aluna do colégio High School Brasil que ajuda a selecionar os vencedores de um concurso de talentos da instituição.


Nos papéis adultos, estão nomes conhecidos, como Tadeu Aguiar, Tereza Seiblitz, Débora Olivieri e Ilana Kaplan. O roteiro é de Pablo Lago e Susana Cardozo, com base no roteiro original High School Musical, de Peter Barsochini. César Rodrigues assina a direção do longa e Guto Graça Mello é o diretor musical.


História inédita e bem brasileira

[legenda=Personagens cantam e dançam em frente a High School Brasil: coreografias e músicas agradáveis em um filme feito sob medida para o público teen]

Todos os personagens do longa-metragem ganharam os nomes dos próprios atores, uma forma sutil e eficaz para a plateia teen ter o elenco todo na ponta da língua.


Na trama, o jovem Olavo, capitão do time de futebol Lobos Guará, da High School Brasil, está voltando das férias e descobre que a tímida Renata agora mora numa casa à sua frente. Por estar mais bonita e diferente, a moça chama imediatamente a atenção do rapaz, que logo se apaixona. No caminho para a escola, logo no primeiro dia de aula, ambos cantam animadamente, contagiando também outros estudantes.


Os alunos são informados das atividades extracurriculares oferecidas pelo colégio e se interessam principalmente pelo Concurso de Música, que terá, entre seus jurados, a ex-aluna Wanessa, hoje uma conhecida cantora. Olavo e seus colegas de futebol decidem formar uma banda, recebendo a ajuda providencial de Fellipe, um aluno com grande talento musical. Sua irmã, Paula, também entra no concurso com mais três colegas, mas fará de tudo para atrapalhar seus concorrentes, por meio de artimanhas e trapaças.


A paixão entre Olavo e Renata lembra em muito o romance entre Gabriella (Vanessa Hudgens) e Troy (Zac Efron), do High School Musical original, apesar da história ser totalmente nova. O ator Olavo Cavalheiro admite algumas semelhanças com o personagem norte-americano, mas lembra que o filme brasileiro traz peculiaridades próprias. “Apesar de admirar muito o trabalho do Zac, não quis colocá-lo como referência para a construção do personagem. Já que estávamos fazendo o High School Musical aqui, precisávamos realizar algo novo”, ressalta.


Renata Ferreira concorda: “Partimos do zero; os personagens são diferentes e, realmente, não cabia a mim trazer a personalidade da Gabriella para o nosso filme. Tínhamos de buscar a linguagem brasileira, até para os espectadores se identificarem também”, pontua. Ao contrário da Renata de High School Musical, a atriz não se considera lá muito romântica. “Eu mesma não sou assim, mas o filme retrata bem a primeira paixão de um adolescente, sua fase de surpresas, medos e responsabilidades. Cabe muito bem para a geração atual”.


Canções e coreografias

Apesar da pouca tradição do Brasil em produzir musicais cinematográficos, o resultado do filme surpreende até mesmo os mais ardorosos fãs do gênero musical. As canções e coreografias têm tudo para agradar o público teen e também as crianças. Os pais, por sua vez, não vão ficar entediados, pois a trama é movimentada e divertida.


Junto com a Disney, está na coprodução a Total Filmes, responsável por títulos de sucesso, como Se eu fosse você e Divã. Três coreógrafos, capitaneados pela profissional Tânia Nardini, treinaram os oito protagonistas e mais de 100 coadjuvantes. A preparação vocal ficou a cargo do maestro Marconi Araújo.


Hoje, aos 19 anos, Olavo Cavalheiro conta que jamais imaginava, quando participou da concorrida seleção, fazer parte do seleto elenco de HSM, ainda mais na pele do personagem principal. “Lembro bem da primeira fase ocorrida no Sambódromo paulista, quando havia 5 mil pessoas pré-selecionadas de 18 mil. Na época, tinha 16 anos e, com aquela idade, precisava ir acompanhado de um responsável, que, no caso, foi minha mãe. Disse a ela: ‘vamos embora, isso não vai dar em nada’. E ela respondeu: ‘Olha, filho, agora que estamos aqui, vamos ficar’. Foi a minha sorte. Só comecei a acreditar que iria realmente dar certo quando fiquei entre os 18 finalistas”, relata o ator, que começou a fazer teatro aos 8 anos de idade e atuou, em São Paulo, no musical Sweeney Todd, como o personagem Antony.


Renata Ferreira, que tem formação em balé, jazz e sapateado, também ficou surpresa ao ser selecionada. “Uma amiga da academia de dança havia me falado das inscrições para o reality show da Disney e resolvi participar. Ter ficado entre os 18 finalistas já representou uma grande vitória; ganhar o papel principal, foi melhor ainda”, frisa.


Para Olavo, o Brasil tem gente talentosa o suficiente para investir em bons musicais. “Só precisamos de mais estrutura, pois estamos ainda construindo nossa indústria cinematográfica, coisa que, nos Estados Unidos, já está consolidada. Quanto a potencial e talentos, temos de sobra”, conclui.


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