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Lea Queiroz
cqueiroz@jornalcoletivo.com.br Redação Jornal da Comunidade
Os advogados de defesa do governador José Roberto Arruda (sem partido) deram entrada, na sexta-feira (5), em petição no Superior Tribunal de Justiça (STJ) manifestando o desejo de Arruda no pleno esclarecimento dos fatos e de acesso a tudo quanto conste da investigação em curso no qual consta seu nome como suspeito de corrupção. José Gerardo Grossi e Nélio Roberto Seidl Machado receberam os jornalistas na residência de Grossi, no Lago Sul, e aproveitaram a ocasião para explicar os últimos acontecimentos. Eles negaram que Arruda tenha tentado subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, que é amigo do delator Durval Barbosa e também testemunha do caso.
Os advogados reafirmaram a tese de que o governador está sendo alvo de perseguição e que não passa de uma “vítima de armação” que o está levando à “guilhotina da opinião pública”. A defesa do governador desqualificou Durval Barbosa relembrando seu passado de ilicitudes, e também o jornalista Sombra, como personalidade a qual não pode ser atribuída credibilidade alguma.
“Nós não podemos aceitar uma perseguição política a partir de factoídes que são criados num propósito de criar uma atmosfera irrespirável para o governador, que evidentemente é um ser humano que está sofrendo a injustiça e um julgamento precipitado e que vai demonstrar de forma cabal que o verdadeiro delinquente nessa história toda está do outro lado”, argumentou Nélio Machado.
Na petição direcionada ao relator do inquérito no STJ, ministro Fernando Gonçalves, os advogados de Arruda afirmam que os acontecimentos que buscam afetar seu cliente não passa de “ardilosa campanha orquestrada em desfavor” do governador cujo objetivo seria “abalar sua gestão, sua ação de administrador público, sua imagem de político que ostenta possivelmente os mais elevados graus de aprovação da população por sua gestão à frente do GDF”.
Ao ser questionado sobre a demora da defesa de Arruda em se manifestar desde que estourou o escândalo da operação denominada “Caixa de Pandora”, o advogado José Gerardo Grossi explicou que até a véspera (quinta-feira, 4), ainda não tinha sido entregue nada do processo, o que foi feito então somente em parte. Nélio Machado anunciou que de agora por diante todos os fatos citados no inquérito passariam a ser devidamente esclarecidos pelos defensores judiciais de Arruda.
Para entender
A Polícia Federal prendeu em flagrante, na quinta-feira (4), Antonio Bento, quando este tentava entregar R$ 200 mil ao jornalista conhecido como Sombra. Bento trabalha com o jornalista e integra o Conselho Fiscal do Metrô desde 2007. Ao ser preso, ele alegou ser emissário do governador Arruda com a missão de subornar Sombra. A tentativa de comprovar a participação do governador na trama se deu com a apresentação de um suposto “bilhete” que teria sido escrito pelo próprio governador.
A defesa de Arruda nega que se trate de um “bilhete” muito menos que teria sido enviado a Sombra por meio do deputado distrital Geraldo Naves (DEM) para uma tentativa de suborno. “Não se trata de bilhete. É um papel rascunhado. É mania do governador Arruda falar e escrever”, explicou o advogado José Gerardo Grossi. Embora o deputado tenha admitido ter levado o suposto bilhete a Sombra, o advogado Nélio Machado nega que seja verdadeira essa ocorrência. Os advogados de Arruda afirmaram ainda que as denúncias e imagens apresentadas por Durval Barbosa e Sombra estão próximas de serem desqualificadas por laudos técnicos da perícia da Polícia Federal.
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