Imóveis

 Enviar matéria por e-mail

Recorde de crédito imobiliário

Considerado o melhor ano da história dos financiamentos, 2009 promete ser o começo de um ciclo de bons negócios. Prova disso é a Caixa, que superou expectativas e registrou números excelentes de oferta de crédito

Tamanho da Fonte     Rafael Mouad
rbueno@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

Enquanto a economia mundial reconstrói o prejuízo causado pela crise que abalou o planeta em 2009, muitas instituições financeiras antes consideradas onipotentes caíram em ruínas. Felizmente a história é bem diferente no Brasil. Em vez de copiar estratégias políticas de outros países, o governo brasileiro mostrou personalidade e seguiu seu próprio caminho. E, pelas estatísticas, o caminho estava certo: confiou no povo e disponibilizou crédito financeiro. O mercado não ficou para atrás e ofereceu facilidade de compra à população. Com isso, novos recordes de consumo e de vendas foram quebrados, principalmente no mercado imobiliário.


A Caixa Econômica Federal, principal agente de políticas públicas do governo federal, superou as expectativas e registrou, no ano passado, um volume recorde de oferta de crédito imobiliário, que ultrapassou os R$ 47,05 bilhões, dos quais R$ 14,1 bilhões foram destinados ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Foram beneficiadas mais de 890 mil famílias, das quais mais de 275 mil estão incluídas dentro do programa habitacional. O valor representa um crescimento de 102% sobre 2008 e 9,4 maior que o realizado em 2003.


“Esses números são o resultado da parceria do governo federal, estados, municípios e iniciativa privada. Essas parcerias e as diretrizes do governo federal foram essenciais para alcançarmos esse recorde no ano em que a Caixa inicia as comemorações dos seus 150 anos de fundação”, destacou a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho. A expectativa com o programa do governo é reduzir o déficit habitacional em 14% até o final deste ano, completou.

[legenda=Facilidade na obtenção de financiamento aqueceu o setor imobiliário no Brasil, com destaque para o DF, que viveu um cenário bastante positivo][credito=Foto: Mary Leal/Cedoc]


O vice-presidente da instituição bancária, Jorge Hereda, mostra a confiança depositada na economia do país. “Contrariando todas as expectativas, 2009 foi um ótimo ano para o crédito imobiliário. A Caixa, mesmo no auge da crise internacional, acreditou que estava diante muito mais de uma oportunidade do que de um risco. Com esta confiança, em vez de retrair, optou por ampliar a oferta de crédito imobiliário e o resultado foi bom tanto para a sociedade quanto para o setor da construção civil e também para a nossa instituição, e foi ótimo para o país”, avaliou.


Para o vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fabio Lenza, “esta procura se deve aos benefícios que o produto oferece. A poupança da Caixa é isenta de tarifa de manutenção, não possui valor mínimo para abertura, aceita depósitos em qualquer dia do mês e não há incidência de Imposto de Renda”, enumera o executivo.


A instituição encerrou o mês de janeiro de 2010 com liquidez positiva de R$ 1,1 bilhão em poupança, 41,4% a mais do que em janeiro do ano passado. Com este resultado, a Caixa atingiu o montante de R$ 110 bilhões em depósitos na modalidade, o que representa 34,07% de participação no mercado.


Simulador disponível no site da Caixa

O simulador de financiamento disponível no site da Caixa Econômica Federal permite ao cliente conhecer, antes de ir a uma agência, as condições e possibilidades disponíveis de crédito para a habitação. De acordo com o sistema, os recordes no crédito para habitação devem continuar acontecendo em 2010.


Até o dia 21 de janeiro o banco registrou 10.636.934 simulações, numa média diária de quase 145 mil acessos. Este é o terceiro melhor desempenho em termos de média diária de acessos, perdendo apenas para os meses de início de operacionalização do PMCMV, abril e maio de 2009.


Programa do governo se destacou

 

[legenda=Caixa fez jus à condição de maior agente financiador de imóveis do país][credito=Foto: Gilda Diniz/Cedoc]O destaque do programa Minha Casa, Minha Vida em 2009 foi o crédito destinado às famílias com renda de zero a três salários mínimos, contratadas mais de 168 mil propostas de construção de novas unidades, representando 42% da meta estabelecida pelo governo federal. Até o fim de dezembro do ano passado, a Caixa contabilizou, para esta faixa de renda, mais de 393 mil propostas, que representavam 98% da meta estipulada para esse público. Até 31 de dezembro, o total de propostas apresentadas para todas as faixas de renda ultrapassou 656 mil unidades, ou seja, 66% da meta.


O programa habitacional, lançado em abril de 2009 pelo governo federal, tem o objetivo de implementar o Plano Nacional de Habitação e construir um milhão de moradias, aumentar o acesso das famílias de baixa renda à casa própria e gerar emprego e renda por meio do aumento do investimento na construção civil.


A Caixa, agente do programa, prevê manter a média de contratação em 60 mil unidades habitacionais por mês, o que representará o cumprimento total da meta do programa Minha Casa, Minha Vida, beneficiando um milhão de famílias até o final de 2010.


O vice-presidente da Caixa fez ainda uma declaração acerca das metas alcançadas e dos esforços realizados através do programa habitacional lançado pelo governo. “O presidente Lula, quando lançou o Minha Casa, Minha Vida, nos disse que iríamos fazer o programa e, ao mesmo tempo, fazer A Vida Continua. Ou seja, não se tratava de transferir esforços de um para outro programa, mas fazer algo mais, além do que já vinha sendo feito. E olha que já vínhamos batendo um recorde atrás de outro. Muitos duvidaram da nossa capacidade, porém os resultados demonstram que sempre é possível conseguir a união de esforços em torno de uma boa causa e, assim, superar metas aparentemente inatingíveis”, completou Hereda.


FGTS e SBPE também tiveram resultados positivos

As linhas de crédito habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também alcançaram números expressivos. Para imóvel novo ou na planta, os empréstimos alcançaram o valor de mais de R$ 9,4 bilhões, 109% a mais que em 2008. A quantidade de unidades aumentou 31%, saindo de 110 mil em 2008 e chegando a 144 mil em 2009.


Já os recursos investidos no financiamento de imóveis usados aumentaram 36% no ano passado, saltando de R$ 5,74 bilhões em 2008 para R$ 7,84 bilhões em 2009. No total, o financiamento com recursos do FGTS cresceu 65%, correspondendo a quase 285 mil novos contratos.


O cenário também é semelhante ao apresentado no crédito habitacional, que tem a poupança como financiador. O valor investido na linha de financiamento com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chega a R$19,4 bilhões, 108% a mais do que em 2008. Desse total, foram financiadas mais de 153 mil unidades.

 

ABECIP
O SBPE, que opera com recursos das cadernetas de poupança, reagiu bem à crise e, num ano de variação próxima de zero do Produto Interno Bruto (PIB), aumentou em 13,3% e 8,6%, respectivamente, o volume nominal e real, deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de empréstimos à habitação em 1% o número de unidades financiadas, e, a partir de setembro, voltou a apresentar recordes mensais, com a média de operações contratadas, atingindo cerca de R$ 3,6 bilhões nos últimos quatro meses.


O presidente da Abecip, Luiz Antonio França, espera bater novos recordes em oferta de crédito para o setor imobiliário em 2010. “Estimamos para este ano um volume de empréstimos superior a
R$ 45 bilhões, com 400 mil a 450 mil unidades financiadas, números sem precedentes na história do sistema. Somando as operações do SBPE e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é possível que se aproxime da casa do milhão o número de novos financiamentos”, finalizou.


O valor de financiamentos concedidos pelos agentes financeiros do SBPE atingiu em 2009 R$ 34 bilhões, dos quais cerca de R$ 13,85 bilhões se destinaram a operações de empréstimo para a construção de novas unidades, e R$ 20,16 bilhões para a aquisição de imóveis prontos. Os empréstimos cresceram 13,3% em relação a 2008 e constituíram recorde pelo segundo ano consecutivo.


Classificação Atual       ( 1 ) Dê a sua classificação:      


É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Grupo Comunidade

Home | Contato | Expediente | Anuncie | Receba nossas Publicações

Grupo Comunidade de Comunicação © 2008 | Política de Privacidade | Termos de uso