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Lea Queiroz
cqueiroz@jornalcoletivo.com.br Redação Jornal da Comunidade
O deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB-DF) acredita que, apesar dos escândalos políticos, a campanha eleitoral em Brasília poderá ter nível elevado. Ele disse que, ao contrário de muitos políticos, está otimista com uma boa disputa no campo das propostas porque o eleitor brasiliense estará mais sensível aos conteúdos.
Em meio à correria dos trabalhos dos últimos dias de presidência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, ele deu entrevista ao Jornal da Comunidade e falou de sua crença de que não haverá intervenção.
Filippeli é o presidente de sua legenda no DF e começou um movimento, ao lado de nomes como o do senador Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), para unir alguns partidos. O objetivo da nova aliança é construir uma chapa única que apresente propostas que respondem aos anseios da sociedade neste momento de crise. Segundo Filippelli, a ideia é realizar reuniões sistemáticas e, a partir da próxima, já começarão a ser apresentadas novidades. Confira a entrevista!
O senhor acredita que será decretada intervenção no GDF?
Pela convicção que eu tenho da gravidade do que representaria uma intervenção, tenho um sentimento muito firme de que não haverá intervenção no Distrito Federal. Eu entendo que seria retroceder na história de Brasília. A capital já durante um período uma cidade cassada, e não teria sentido voltar a ser novamente. Claro que temos problemas a contornar, a encarar, a enfrentar, a superar, mas nós temos uma cidade com quase 50 anos e temos, sobretudo, o exercício da democracia prevalecido nos últimos anos. É através desse caminho que nós podemos resgatar o rumo que Brasília tem que seguir.
O que seria importante hoje para garantir a governabilidade?
Sobretudo o governante deve ter compromisso com Brasília, não com um grupo político, não com vertente política ou qualquer loteamento do governo, mas sobretudo compromisso com Brasília de forma a resgatar o momento que nós atravessamos. Não importa quem quer que seja. Quem estiver no governo deve ter esse compromisso maior com Brasília, sem qualquer tipo de subordinação a vertentes políticas e sobretudo também a renúncia de projetos pessoais porque estes criariam conflitos.
Diante dessa crise, como o senhor avalia que será a campanha eleitoral deste ano?
Muitas pessoas estão pessimistas com relação a essa campanha, acham inclusive que essa campanha tenderá em determinados momentos a baixar um pouco o nível. Eu não estou tão pessimista. Eu acho que nessa campanha devem prevalecer, sobretudo, as propostas para o resgate de Brasília. Não haverá espaço para gestos de demagogia ou gestos de irresponsabilidade. Vai exigir um grande gesto de seriedade de cada participante e de compromisso com Brasília. Vai exigir que as pessoas sejam muito centradas em seus compromissos.
O senhor acredita que haverá grande renovação do quadro político?
Eu entendo que a renovação, até pela história política de Brasília, ela sempre houve em boa escala do ponto de vista do parlamento, do ponto de vista de deputados. A renovação nunca deixou de acontecer, mas com relação aos cargos majoritários, Brasília sempre teve presa a dois polos políticos e eu acho que nesse momento muda um pouco.
Como surgiu a ideia de formação de um novo grupo político?
A formação desse novo grupo veio sobretudo de um incômodo que todos sentiam diante da angústia de ver Brasília dessa forma, nesse momento, e do quase silêncio mantido pelos principais líderes da cidade. Então o que prevalece na formação desse grupo político é principalmente o resgate de Brasília, a superação da crise. Essa união poderá resultar, sem dúvida nenhuma, num bloco político, num grupo político, uma frente de compromisso com Brasília e tenho certeza que existem nomes de envergadura para isso.
O grupo já esta fechado ou podem surgir novas adesões?
De nenhuma esse grupo está fechado. Ele tem que estar aberto, logicamente desde que prevaleça esses fatos: a renúncia a projetos partidários, a renúncia a projetos pessoais e sobretudo o compromisso com Brasília.
Como será a atuação desse grupo?
Eu entendo que os fatos que têm ocorrido buscam retomar a normalidade política de Brasília e nesse sentido a primeira reunião do grupo com certeza foi um dos movimentos mais significativos. Ali nós temos partidos históricos de diversas vertentes que subordinaram qualquer projeto individual partidário a um esforço conjunto em busca de responder à altura que Brasília merece. Lá não prevalece posição de partido. Ali prevalece a união em prol de uma resposta para Brasília. Foi decidido que de forma sistemática, muito rápida, na forma que o momento exige, nós teremos uma nova reunião com esse novo grupo e nesse segundo encontro já teremos alinhavados alguns manejamentos interessantes.
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