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Resgate do patriotismo

Apesar de ter se tornado obrigatório nas escolas públicas e privadas apenas no ano passado, a execução do Hino Nacional é evento garantido em muitos colégios do DF há vários anos

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 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=No Colégio Mackenzie crianças de 5 anos de idade formam o pelotão de hasteamento da bandeira do Brasil][credito=Foto: Divulgação]A hora cívica, para muitos estudantes, é sinal de respeito e serenidade ao país. Apesar de estar um pouco esquecida por algumas escolas, muitas delas ainda reservam um dia e horário para a celebração da pátria. Ato que acabou virando obrigatório para todas as escolas públicas e particulares a partir da publicação da Lei nº 12.031, de 21 de setembro de 2009, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado.


O costume de se executar o hino durante as aulas começou ainda com o governo de Getúlio Vargas, em 1936. O principal objetivo era que os estudantes aprendessem a cantar o hino e que despertassem amor à pátria. Muitos só se lembram desse patriotismo em celebrações esportivas, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas ou no dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro.


Há alguns anos, havia na grade curricular das escolas uma disciplina específica para tratar do assunto. Em educação moral e cívica trabalhava-se os hinos brasileiros, comportamentos cívicos, armas nacionais, órgãos representativos do Governo Federal, entre outras questões ligadas à temática. “A população estudantil era a par das questões políticas e do andamento da nação. Na minha época de estudante, eu me lembro bem dessa matéria. Acho que ela deveria continuar até os dias de hoje”, lembra Adriana Cabral dos Santos, orientadora pedagógica da educação infantil do Colégio Mackenzie. Já para Silvana Cristina Bergamann, coordenadora escolar do ensino fundamental do Sigma, não precisa criar uma disciplina específica. “Dá para interagir os conteúdos com outras disciplinas”, opina.


Acredita-se que é na hora cívica onde se trabalha os valores. “Falamos sobre ética, o que é ser um cidadão, o que significa tudo isso. Ensinamos a eles como se comportar no momento da execução do hino para que eles saibam do respeito que devemos ter”, relata Adriana Cabral.


Hora para trabalhar os valores

 

Há 12 anos o Colégio Mackenzie reserva a penúltima sexta-feira de cada mês para os momentos cívicos. Devidamente vestidos com roupas de gala, os alunos cantam primeiramente o Hino Nacional, orientados a permanecerem em silêncio e sem aplausos ao final da execução. Em seguida é entoado o hino da escola e depois o hino de Brasília. Ao hastear as bandeiras, as crianças são ensinadas a manuseá-las corretamente.
Para isso um pelotão é formado com 10 alunos, todos com cinco anos de idade. Para a abertura do evento, é selecionado um tema referente a uma data comemorativa do mês. A solenidade dura no máximo 30 minutos.


A pequena Giovanna de Castro, 6 anos, estudante do 1º ano do Mackenzie, mostra que tem na ponta da língua parte das normas cívicas. “Sei hastear e dobrar a Bandeira Nacional, sei que tem que ficar bonito no dia da apresentação para os pais e para o Brasil. E que tem de ficar em posição de soldado”, brinca a menina que fez parte do pelotão no ano passado.


Momento de aprendizado

O Centro Educacional Sigma Asa Sul executa a solenidade há 26 anos. “Muitos brasileiros não sabem cantar o Hino Nacional direito, não queremos isso para nossos alunos”, garante Silvana Cristina. As turmas de 1° a 5º ano se reúnem no último dia útil do mês para hastear a Bandeira Nacional, do Distrito Federal e do Sigma.


A importância, segundo a coordenadora da escola, está em passar para os alunos a reverência que se precisa ter. “São trabalhados diversos valores, como obedecer normas, cumprir deveres, amar a pátria e, sobretudo, saber respeitar. Na teoria eles aprendem os significados das palavras e dos versos do hino, histórias das bandeiras e outros”, destaca Silvana. Seis estudantes participam da cerimônia. Antes da apresentação, todos passam por treinamento. “É uma das situações de aprendizagem. Contribui para a cidadania.”


Símbolos nacionais - A Bandeira Nacional é um dos principais símbolos de um país. Por isso todo  cuidado é pouco para ela. Há punições para quem desrespeitá-la. Ela deve ser hasteada de manhã e recolhida no final da tarde. Não pode ficar exposta durante a noite, a não ser que esteja com iluminação adequada. Em dias de festas ou de luto a bandeira deve estar em órgãos públicos. O Brasão Nacional, o Selo Nacional e Hino Nacional também fazem parte dos símbolos da Nação. 


No Sigma, os estudantes levam as cerimônias a sério. “Todas as solenidades são abraçadas pelos alunos”, garante Silvana Cristina. O Colégio Mackenzie também recebe apoio de seus alunos. “As crianças adoram a hora cívica. Primeiro que o hino é muito atraente. Segundo, eles gostam de repetir os atos que já conhecem nos esportes, entoar o hino antes de um jogo de futebol, por exemplo”, comenta a coordenadora. Para ela, todas as escolas deveriam desenvolver projetos como esse. “Somos cidadãos com direitos e também deveres. A escola, com os pais, precisam estar cientes de que são responsáveis pela formação cívica dessas crianças”, diz.


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