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(Extraído do Blog BSB Estação da Notícia, do jornalista Carlos Honorato) - Uma história de amor, carinho, respeito mútuo e muita compreensão. Assim podem ser resumidos os 50 anos de matrimônio do casal Joaquim e Weslian Roriz, que comemorou bodas de ouro em cerimônia realizada na noite de quinta-feira (29) na Catedral de Brasília.
Essa história começou em 1959, em Luziânia (GO), quando Weslian, então com 17 anos, chegou à cidade com sua família. Logo, a bela moça despertou o interesse de um rapaz de 23 anos, chamado Joaquim Roriz. Eles se conheceram numa festa de casamento de uma das primas de Roriz.
Dias depois, ocorreu em Luziânia uma festa em que os participantes tinham que vestir trajes típicos de outros países. Coincidentemente, nessa época um grupo de japoneses trabalhava na fazenda de um tio de Weslian. Seduzida pela beleza dos trajes do Japão, Weslian não hesitou: pegou um quimono emprestado e foi à festa caracterizada de japonesa. Quando Roriz a viu, logo a tirou para dançar. “Quando bati os olhos naquela japonesinha, não tive dúvidas de que estava diante da minha futura esposa”, relembra Roriz. O namoro começou naquela noite.
O baile aconteceu em outubro de 1959. No dia 18 de março de 1960, Roriz foi conversar com Dona Divina, mãe de Weslian. “Foi quando ele pediu minha mão. Ficamos noivos naquele dia”, recorda Dona Weslian com alegria. O casamento ficou marcado para dezembro. Mas Roriz tinha pressa. Pediu à Dona Divina que antecipasse o casamento para julho. Dona Divina não gostou nem um pouco da ideia. Afinal, mãe zelosa, ela gostava de preparar pessoalmente os casamentos dos filhos (eram quatro moças e quatro rapazes). Mas não teve jeito. A cerimônia foi antecipada conforme queria o noivo. Dona Divina teve que se desdobrar para preparar, em pouco tempo, o vestido da noiva e a cerimônia. Mas ela conseguiu.
Weslian e Roriz se casaram no dia 29 de julho de 1960. A cerimônia foi realizada na casa de um dos tios da noiva. “Foi uma festa simples mas muito bonita, que me traz recordações muito boas”, conta Dona Weslian. “Foi tudo muito rápido: nós namoramos e casamos em apenas nove meses”.
Dona Weslian revela que sempre seguiu à risca os conselhos de sua mãe para o sucesso de um casamento. “Ela me dizia que quando a gente se casa, leva junto uma plaquinha escrita ‘tolerância’. Porque precisamos saber lidar com as diferenças”, ensina. Junte-se a isso, “respeito e carinho”.
Sobre o marido, ela define Roriz como “um homem muito generoso, carinhoso com a família e um grande companheiro”. E lá se vão 50 anos, “sempre muito juntinhos e muito felizes”. O casal agora tem mais uma missão: chegar ao Palácio do Buriti. Ela para voltar a exercer o papel de primeira-dama. Ele para voltar a ser o governador do Distrito Federal.
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