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HIGOR SOUSA SILVA
hsilva@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade
Milhões de brasileiros sonham em ter a casa própria. Para ajudar a concretizar esse anseio, é necessário que o cliente tenha a ajuda de um especialista nesse tipo de negócio. É aí que entram em cena os corretores de imóveis. Em geral formados em administração, contabilidade ou economia, esses profissionais intermediam a compra e a venda de imóveis. Eles ajudam a alavancar a comercialização dos produtos da construção civil, concretizam o sonho de quem pretende adquirir o primeiro imóvel e alimentam a expectativa de lucro de quem investe nesse mercado.
Pessoas de outros cursos, como direito, comunicação social, engenharia e até donos de cartórios também se aventuram na corretagem. O mercado, aquecido, atrai a expectativa de vida melhor de muitos trabalhadores insatisfeitos em suas atividades. Mas, apesar da grande procura, faltam profissionais capacitados. Existem, no país, 250 mil profissionais inscritos no Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). Destes, 140 mil são atuantes, ou seja, vivem da profissão. Os demais trabalham esporadicamente, pois fazem trabalhos paralelos. Os autônomos movimentam 50% das vendas, tanto nos lançamentos como, principalmente, nos imóveis de terceiros.
Hermes Alcântara, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Creci-DF), aconselha os compradores a procurar um profissional responsável para ajudar na venda ou compra de imóvel. Ele admite que a profissão tornou-se atraente devido aos bons rendimentos que proporciona. Ele conta que cada curso está formando cerca de 100 novos alunos. “Um estagiário no setor de imobiliário ganha, numa venda, R$ 10 mil. Realmente, é uma profissão muito lucrativa”, declarou.
Uma profissão em evidência
Ronaldo Vieira, gerente da Cia Imobiliária, conta que “os 40 funcionários são autônomos”, mas garante que “a empresa oferece todo o apoio e cursos para melhorar a qualificação”. E acrescenta: “Há uma rotatividade de corretores muito grande. Hoje esta é uma profissão em evidência”.
Airton Oliveira, gestor imobiliário e profissional autônomo, é um exemplo de profissional que trocou de atividade. Formado em contabilidade, teve um escritório, mas preferiu mudar para um negócio mais rentável. “Há 19 anos trabalho no ramo de vendas de imóveis. Não me arrependo de ter mudado de profissão. O bom desta área é que faço meu horário e a comissão fica só para mim. Hoje, com os lançamentos, torno-me praticamente dono dos estabelecimentos. Mas meu foco são os imóveis de terceiros e uma das regiões que mais vendem é o Lago Sul”, declara.
Atualmente há faculdades específicas com cursos de técnicos em imobiliária, que duram de seis meses a um ano, e os de nível superior, como de gestão imobiliária, que dura dois anos. O próprio Creci, órgão que regulamenta e fiscaliza o exercício da profissão, oferece cursos como de matemática financeira, vistoria de imóveis, noções de direito imobiliário e avaliação mercadológica, além de convênios e plano de saúde para os corretores.
A atividade
Ao todo, no Distrito Federal, existem 15.700 corretores inscritos no Creci, mas apenas cerca de nove mil estão no mercado. A tendência, nesses próximos meses, é de que mais de mil novos formandos entrem na profissão.
Mas há os prós e contras na corretagem de imóveis. O salário do profissional é alto. Em compensação, a pessoa que está disposta a entrar para a carreira deve abrir mão até do lazer nos finais de semana, por exemplo. E encarar a concorrência de profissionais que sequer são registrados nos conselhos regionais, não agregam a ética nos negócios e, muitas vezes, são responsáveis pela transformação do sonho dos clientes em pesadelo.
“O comprador deve verificar se o profissional está cadastrado no órgão competente, se tem a carteira (do Creci ou do Cofeci) e pedir o número de registro profissional. Isso valida o corretor para futuras negociações. A identidade expedida pelos conselhos regionais tem a cor verde e a carteira profissional, também expedida pelo órgão, é vermelha”, recomenda o presidente do Creci.
É possível achar informações sobre os corretores autorizados no site www.crecidf.org.br.
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