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HIGOR SOUSA SILVA
hsilva@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade
A violência urbana virou tema constante dos noticiários, despertando o medo nas famílias. Não por acaso, as empresas dos setores imobiliário e da construção civil estão investindo cada vez mais na segurança dos moradores. A ideia é que eles possam desfrutar de tranquilidade em seus lares. Isso explica por que muitas famílias têm optado por morar em condomínios fechados. As exigências são muitas, a começar da instalação de câmeras para filmar quem entra e quem sai do prédio.
“A segurança deve ser pensada antes da construção. É fundamental que os itens de segurança sejam previstos no projeto arquitetônico a fim de evitar novas reformas para adaptar esses elementos depois que a casa ou o apartamento estiverem prontos. Infelizmente, para evitar maiores custos, em um primeiro momento as pessoas optam por deixar de lado a segurança, o que frequentemente torna-se uma dor de cabeça no futuro”, explica a arquiteta responsável pela garagem da Casa Cor, Viviane Dománico.
Uma das preocupações dos moradores é unir segurança e design com a decoração, o que faz toda a diferença em uma residência. “Mas a segurança deve ser uma prioridade para os proprietários e ela pode adaptar-se à arquitetura dos espaços, tornar-se parte do lugar”, ressalta Viviane Dománico.
Além disso, os projetos atuais prevêm soluções arquitetônicas destinadas a dar maior segurança aos moradores, como a entrada centralizada de pedestres e veículos, circuitos internos de TV em todos os acessos dos empreendimentos, ambiente kids na cobertura do prédio (brinquedoteca, playground e piscina), com guarda-corpo de dupla altura, separado do ambiente adulto e do pilotis do prédio.
O maior cuidado dos moradores
Wilson Charles, gerente de vendas da Emplavi, diz que “a grande maioria dos investimentos é de caráter obrigatório. Todas as construtoras tiveram de fazer nos últimos anos devido às mudanças nas normas de construção. Como descrito, as normas atuais são tão rigorosas que sobram poucos itens a serem complementados. O maior cuidado dos clientes é saber se a construtora é idônea, se possui as certificações de qualidade e se realmente segue as normas de segurança e usa materiais de primeira linha”, explica.
Nos condomínios, o item mais requisitado é a guarita, onde ficam o porteiro e os seguranças. Depois são as câmeras de segurança. Nos apartamentos, o que mais tem agradado aos moradores são as senhas nos elevadores. Com isso, só as pessoas autorizadas podem subir e ter acesso aos apartamentos.
Irenaldo Pereira Lima, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica (Sindesp/DF), explica que existem períodos em que há mais procura por equipamentos de segurança, caso das férias. “Nos últimos meses aumentou a procura por equipamentos de segurança, mas nos períodos de julho e depois de outubro a procura aumenta”.
As diferenças entre o porteiro e os seguranças
Geralmente é feito um estudo antes da instalação dos equipamentos de segurança com o objetivo de não invadir a privacidade dos moradores. Hoje, as opções de equipamentos de segurança são a cerca elétrica, sensores de presença, arma letal e não letal (gás lacrimogênio, bastão de choque, cassetete), entre outros.
Um dos equívocos mais cometidos é confundir porteiro como segurança. Cada um desses profissionais possui uma função distinta. A função do porteiro é verificar a entrada e a saída de pessoas, entregar cartas, entre outros. Já o segurança tem o poder de polícia e possui uma lei específica, a de número 7.102, que estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores e dá outras providências. Assim, o vigilante faz um curso específico, a cada dois anos se recicla, faz teste psicológico e, provavelmente, utiliza uma arma registrada em nome da empresa.
Apesar dos altos investimentos dos moradores com equipamentos de segurança, uma pesquisa feita pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) revelou que o índice de furtos e assaltos em residências da cidade caiu de 11,3% em 2009 para 8,8% em 2010. Apesar disso, o morador deve ficar atento e tomar algumas precauções.
O tenente-coronel Müller, da Polícia Militar, ressalta que no período das férias é quando mais acontecem assaltos e furtos nas residências. Ele dá algumas dicas importantes para moradores tomarem as devidas precauções. “Todo cuidado é pouco. Por isso, quando o morador viajar, deve suspender a entrega de jornais e revistas, porque isso é um chamariz para os bandidos. Outro fator importante é avisar os vizinhos de que está viajando, entre outros procedimentos”, afirma.
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