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Imóveis para as pessoas solitárias

Pesquisas revelam um crescimento no número de brasileiros que moram sozinhos. Mercado está atento às mudanças sociodemográficas e ampliou a oferta de apartamentos de um quarto

Tamanho da Fonte     SARA BUENO
ssouza@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Aos 28 anos, Andrey alugou um apartamento onde mora em Taguatinga][credito=Foto: Rúbio Guimarães]Morar sozinho tem sido uma decisão cada vez mais comum. Andrey Santte, 28 anos, mora só desde os 17. “No início foi por necessidade, depois se tornou uma escolha. A gente acostuma com a liberdade, a independência e a privacidade”, justifica. Apesar de haver tentado dividir moradia com amigos, Andrey conta que é difícil conviver com outras pessoas e prefere ter um espaço só para si. “Fico à vontade, posso fazer as coisas do jeito que quero. Saio, volto e a casa está do jeito que deixei”, comenta.


Há dois anos Andrey aluga um apartamento de um quarto em Taguatinga, onde tem um restaurante, o Panela Velha. “É cômodo porque é perto de onde trabalho, e o custo de vida é acessível”, garante. O espaço limitado de um imóvel de quarto e sala é ideal para quem deseja morar sozinho. “É prático e dá menos trabalho. Quase não fico em casa, só preciso de um lugar para dormir. E uma vez por semana vem uma faxineira e arruma minha bagunça”, conta.


A situação de Andrey é a mesma de muitas pessoas. Dados apurados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 29 de março desde ano, constatam que o número de pessoas que moram sozinhas no país aumentou e totaliza quase sete milhões de brasileiros e 12,2% dos domicílios particulares. Em comparação com o censo anterior, realizado em 2000, a pesquisa registra menos de cinco milhões de pessoas, o que representava 9,1% do total de casas.


Em Brasília a média de moradores por residência caiu de 3,71 para 3,3, o que condiz com a diminuição da densidade domiciliar vivida pelo país. As regiões da cidade com menor número de habitantes por residência são as asas Sul e Norte, o Cruzeiro e o Sudoeste. Nesses locais a média não passa de 2,7. O Recanto das Emas e Santa Maria estão entre as localidades com os maiores índices, com média de 3,7.


O instituto aponta como causas desse fenômeno a diminuição do tamanho das famílias brasileiras e o maior número de pessoas que moram sozinhas. As incorporadoras, construtoras e  imobiliárias não estão alheias a essas informações e aproveitam as tendências do mercado para abocanhar o novo público.


Infraestrutura de dar inveja aos casados
[legenda=O Atrium Dargent, com 150 unidades, teve 80% dos apartamentos vendidos no primeiro final de semana do lançamento]Para atender à demanda desse tipo de cliente, a Lopes Royal realizou o segundo lançamento de apartamentos de um quarto no Noroeste, no dia 25 de abril, e já vendeu 35% das unidades. O Due Capri oferece extensa área de lazer com um salão de festas, coberturas individuais e uma cobertura coletiva que dispõe de piscina, sauna, academia, duas churrasqueiras, salão de jogos, sala de descanso e espaço gourmet. Além disso, a estrutura apresenta rede de segurança de última geração; opção de uso de lavanderia, arrumação, reparos e outros; wireless nas áreas comuns sociais e sistema de consciência ecológica.


O empreendimento Atrium D’or, lançado antes do Due Capri, teve 80% dos apartamentos vendidos no primeiro final de semana. A estrutura também possui sistema de segurança e de consciência ecológica, wireless e opções de serviços como lavanderia, manutenção e limpeza. Além disso, há hidromassagens nas coberturas individuais e piscina na coletiva.


A Lopes Royal realizará mais três lançamentos no Noroeste, com 150 unidades cada. O próximo, Atrium Dargent, está planejado para o final do mês de maio. Em Águas Claras a imobiliária lançará, nos próximos três meses, 500 apartamentos de quarto e sala. Os preços de venda no Noroeste estão em torno de R$ 10.600 a R$ 11.000  o m2  e o valor do aluguel varia entre R$ 2 mil e R$ 2.500. Leonel Alves, diretor comercial da Lopes Royal, analisa que os imóveis do setor irão valorizar de 20% a 30% em um ano. Leonel ressalta que, apesar da demanda, não há muitas construções para esse tipo de imóvel.


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