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Opção de compras em Brasília

Brasília conta com mais de 60 feiras espalhadas por todo o Distrito Federal. Segundo o Sindfeira, 75% da população brasiliense gosta de frequentar o centro de compras. Variedade é o maior atrativo

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amelo@jornalcoletivo.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=A Feira da Torre de TV é uma das mais antigas da cidade. Porém, a mudança de lugar, com nova estrutura, não tem agradado feirantes e a maioria dos visitantes][credito=Fotos: Brito]

Com o fim do período de férias, Brasília volta à rotina normal. Mesmo assim, ainda sobram os finais de semana para quem gosta de feira. E Brasília tem opção de sobra. Segundo o Sindicato dos Feirantes de Brasília (Sindfeira), o DF conta com 64 feiras entre permanentes, livres e as chamadas shopfeiras, onde se enquadram os shoppings populares, como o que fica ao lado da Rodoferroviária. Além disso, feiras eventuais, como a da Lua, a de Antiguidades e a chamada Feira dos Goianos completam o mix.
Uma infinidade de produtos podem ser encontrados nesses centros de compras: confecções, decoração, eletrônicos, brinquedos, frutas e verduras, peixes e frutos do mar, doces e até mesmo boas lanchonetes e restaurantes. E os brasilienses parecem se agradar das opções. Segundo recente pesquisa realiza pelo Sindfeira-DF, 75% da população frequenta as feiras de Brasília.


Entre as mais visitadas, a Feira dos Importados, localizada no SIA, recebe pessoas de todo o DF e também turistas. Segundo o presidente do Sindfeira, Francisco Valdenir Machado Elias, o grande atrativo do local são os eletrônicos. Mas por lá é possível encontrar praticamente tudo. Uma parada para o lanche pode incluir pastéis, kibe e até mesmo comida japonesa. “Eu venho aqui praticamente todos os finais de semana. Minha esposa gosta de olhar as roupas e as lojas de decoração. Eu prefiro olhar equipamentos fotográficos. Já meu filho adora os cachorrinhos que ficam expostos lá fora. Aqui, de fato, é uma excelente opção de compras e de lazer também”, observa o visitante Eduardo Esteves.


Outra feira famosa é a do Guará. Os dois pontos fortes do local são as peixarias e as bancas de roupas. “O pescado vendido no local é considerado o melhor de Brasília. As peixarias da Feira do Guará servem, inclusive, a muitos restaurantes da cidade”, diz  o presidente do Sindifeira. A afirmação é confirmada por Marcos Novaes, proprietário da Peixaria do Guará, há 38 anos instalada no local. “Somos referência na cidade. Temos uma carteira com mais de 100 clientes de restaurantes em Brasília”, conta o empresário.


As bancas de confecções são outro ponto forte da Feira do Guará. “Tem certos tipos de roupa que só encontro aqui. Tudo bem que os preços são um pouco salgados, mas são mais baratos que no shopping. Mas a qualidade é semelhante”, ressalta a dona de casa, Adalvani Amancio, que também costuma fazer uma pausa para o lanche numa pastelaria que já ganhou até prêmio nacional pela qualidade.


[legenda=Feira do Guará: bancas de confecções femininas atraem centenas de pessoas]Muita roupa também tem na famosa Feira dos Goianos, em Taguatinga. Apesar de funcionar de terça a sábado, o forte do local é na quarta-feira, quando chegam novas mercadorias. A feira ocupa 18 galpões com mais de mil bancas de jeans, vestidos, roupas de festas, peças infantis, masculinas e femininas, com preços abaixo de mercado. Tem gente que, inclusive, compra no local para revenda em outras regiões da cidade.


Aos que procuram apenas por frutas, verduras e legumes, a Feira do Produtor de Vicente Pires é referência. São 20 mil m2 com 100 bancas, 37 boxes, praça de alimentação com 21 módulos à disposição dos visitantes. Semanalmente, a feira recebe cerca de 10 mil pessoas que procuram por hortifrutis fresquinhos, direto da horta.


Ceilândia: Recanto Nordestino

 

Localizada bem no centro da cidade, a Feira da Ceilândia é referência para os nordestinos que vivem em Brasília. O principal motivo são as barracas de comidas típicas que enchem os olhos  de quem passa pelo local. O mix de produtos é composto, ainda, por bancas de roupas, calçados, doces, brinquedos, frutas e verduras e utilidades domésticas. São 460 boxes por onde passam, semanalmente, entre sete e dez mil pessoas.


Também ponto de encontro da população do Norte e Nordeste do Brasil, a Feira da Torre tem  culinária que contempla as duas regiões. Mas a comida não é o único atrativo daquele que é considerado ponto turístico de Brasília, principalmente por estar localizado próximo aos principais monumentos da capital federal. O artesanato é atrativo forte dessa feira. Os visitantes encontram um pouco da cultura local e podem levar para casa peças que remetem à história e à arquitetura da cidade.


Para todos os gostos
[legenda=A comida típica do Norte e Nordeste é marca das feiras da Ceilândia e da Torre]Além das feiras permanentes, Brasília ainda comporta feiras que ocorrem uma vez por semana ou uma vez por mês. Uma das mais famosas é a Feira da Lua. O evento ocorre mensalmente, desde 2001,  no Centro Comercial Gilberto Salomão, e no terceiro final de semana em outros pontos da cidade, como Pontão do Lago Sul, Parque da Cidade, Centro de Convenções e Shopping Deck Norte. O acesso é gratuito e reúne, em média, 120 expositores de moda, arte e decoração e cerca de seis mil visitantes. O evento tem três alas distintas: moda, decoração e alimentação.


Outra feira mensal é a de Antiguidades, realizada no Lago Sul. São cerca de 50 expositores com a participação de diversas opções de antiquários. São raridades, móveis de decoração, quadros, esculturas, espelhos, luminárias, candelabros, tapetes orientais, moedas antigas e objetos para a casa. Além de porcelanas, cristais e pratarias, são expostos livros, pinturas e esculturas.


Saiba mais sobre as feiras
Feira da Torre: desde sua inauguração, há mais de 40 anos, a feira funcionou aos pés da Torre de TV, mas foi transferida para um novo endereço em abril de 2011 e não agradou muito aos feirantes, porque a estrutura está inacabada. Uma das principais reclamações é sobre a falta de uma cobertura para proteger do sol e da chuva. O projeto original previa uma cobertura padrão para todos os boxes, mas como ele não foi implantado, cada feirante improvisa à sua maneira. O horário de funcionamento da feira é sábado, domingo e feriados, das 8h às 18h.


Feira dos Importados: é o terceiro lugar mais visitado de Brasília. Possui cerca de duas mil bancas. Em 2004, ganhou uma reforma completa, que trouxe cobertura nova, banheiros e um acesso organizado e mais confortável para comerciantes e usuários. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 9h às 18h.


Feira da Ceilândia: inaugurada em junho de 1984, com uma nova estrutura, a Feira Permanente de Ceilândia, administrada pelo serviço de Feiras da RA IX, possui uma associação (Asfec), e atende aos 460 boxes. Devido às comidas típicas, é o lugar onde o Nordeste do Brasil se encontra. O horário de funcionamento do local é de quarta-feira a domingo, das 8h às 18h. No fim de ano, abre todos os dias.


Feira do Produtor de Vicente Pires: criada por iniciativa da Associação Comunitária do Setor Habitacional de Vicente Pires em 1995, a feira tinha apenas 200 m². Hoje, são 20.000 m² que comportam 110 bancas, 37 boxes, praça de alimentação com 21 módulos, sede administrativa e estacionamento.  O horário de funcionamento da feira é das 7h às 14h, aos sábados e domingos.
Feira do Guará:  Com 526 bancas, a feira do Guará traz uma diversidade de produtos, mas tem como foco confecções e peixarias. Implantada com estrutura metálica, medindo 11.056,25 metros quadrados, a obra foi concluída em 1983. Hoje está entre duas estações do metrô da cidade.  O horário de funcionamento é das 8h às 18h, de quinta a domingo.


Fim de 2011 foi bom para feirantes
O ano de 2011 nas feiras foi bom não somente para os visitantes, mas também para os feirantes. Isso porque em dezembro foi aprovada a Lei 639/11 pela Câmara Legislativa. O documento foi enviado pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, após trabalho realizado pela Coordenadoria das Cidades, vinculada à Secretaria de Governo.


Entre as novas regras, a lei garante aos feirantes a permissão de uso das bancas por 15 anos, podendo ser prorrogado por igual período. Outro ponto em destaque na lei é a autorização para que os herdeiros recebam o documento da banca em caso de falecimento do titular e ainda a proibição de construção de novas feiras no raio de 500 metros de outra já existente. O GDF estuda agora a proposta de individualizar a instalação de energia elétrica para os feirantes, uma antiga reivindicação dos profissionais.


“A vitória foi ainda maior justamente por termos aprovado também o Dia do Feirante, que ficará como um marco na história dessa gente que sempre lutou para ser reconhecida pelo Estado. Vamos cobrar do governo que essa lei não fique apenas no papel”, afirmou a deputada Liliane Roriz (PSD), relatora do projeto. Segundo ela, o texto foi discutido durante quase dois meses e ainda recebeu emenda de vários parlamentares para que se chegasse à versão final. O dia do Feirante será comemorado todo dia 15 de dezembro.


O diretor de Serviços Públicos da Coordenadoria das Cidades, Pasen Asad, observa que o Projeto de Lei aprovado prevê que cada feira tenha seu próprio regulamento e se responsabilize pelos pagamentos das contas de água e luz, entre outros. As feiras definirão, ainda, o horário de funcionamento em parceria com suas respectivas Administrações Regionais.


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