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A união alivia o orçamento

A compra compartilhada é uma opção para quem quer aliviar os gastos com material escolar. Empresas como o Sabin implementam recursos para baratear as listas dos filhos de seus funcionários

Tamanho da Fonte     GABRIELA COSTA
gcosta@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Na hora de ir às compras dos materiais escolares, juntar as listas com os pais de outros estudantes é uma opção econômica][credito=Foto: Sandro Araújo]Impostos e matrículas escolares costumam pesar no orçamento familiar no início do ano. Mas as famílias podem aliviar as contas com outras coisas – como na compra de materiais escolares. Uma alternativa viável e muito econômica é a compra coletiva. Tem se tornado muito comum a união de pais de alunos da mesma sala para comprar material escolar, pois itens adquiridos em grandes quantidades geralmente têm o preço reduzido, caso a procura seja feita nos lugares certos. Mas, para que isso ocorra, é preciso uma pesquisa, ou seja, requer tempo.


Mas o que podem fazer as pessoas ocupadas demais, que trabalham em horário comercial? Como conseguir pesquisar, entrar em contato com todos os pais e sair do trabalho para realizar a compra? O Laboratório Sabin pensou em todas essas questões e por isso faz parte dessa compra compartilhada. É realizada uma compra coletiva, mas com o auxílio da empresa. Pesquisa interna revelou que 75% dos trabalhadores do Sabin são mulheres e a faixa etária média é de 29 anos, idade propícia para a maternidade.


Assim, o Sabin utiliza o que tem de forte: a negociação. Intervém no contato entre os fornecedores e os funcionários para obter preços mais acessíveis nas listas de material escolar. Juliana Alcântara, gerente do RH, explica que nem sempre a companhia consegue fornecer a seus funcionários muitos benefícios, mas cria benefícios indiretos, como este.


O processo se inicia quando os pais funcionários mandam as listas de material para o setor de Recursos Humanos da empresa. O RH as envia para os fornecedores, que ditam o orçamento – entre 20% a 30% menor que o do mercado.


Quando a remessa de materiais chega no RH, os funcionários vão buscá-la. Além do desconto, a forma de pagamento é a melhor parte: o valor é parcelado em três vezes no salário do empregado.

 

O benefício é usado por funcionários de todos os tipos, desde cargos renomados a cargos mais simples. No ano passado foram mandadas ao Recursos Humanos da empresa entre 120 a 150 listas de material escolar e a previsão deste ano é de 250.


As facilidades das compras coletivas
Elisângela da Silva Lobo tem três filhos e trabalha na área de serviços gerais. Utiliza o benefício desde quando foi criado, há quatro anos, e recorda que, com o dinheiro que paga as três listas, antigamente, antigamente pagava uma. A gerente de relacionamentos, Gianni Oliveira Santos tem apenas uma filha. Também desfruta do benefício e afirma que é uma facilidade em sua vida. “Eu não tinha tempo de ir comprar o material e muito menos de pesquisar preços.”


Gianni preza pela segurança. Os produtos chegam corretamente e são de ótima qualidade.


Divulgação prévia da lista de materiais

 

[legenda=Gustavo, gerente da Abc Office Shop: ''Em 2011 foram muitas compras coletivas''][credito=Foto: Gilda Diniz]A compra coletiva e a compra antecipada são as melhores saídas para a redução de gastos em listas de material escolar. Por pressão dos pais, as escolas as têm divulgado cada vez mais cedo. Com a baixa procura, há mais negociações e tranquilidade na hora da compra.


A sugestão de especialistas é que seja realizada a compra entre novembro e dezembro para evitar a sobrecarga de pagamentos de início de ano. Caso a escola não disponibilize o material que será utilizado no ano seguinte pelo aluno, a compra compartilhada  ainda é a melhor solução.


Sebos, reaproveitamento de livros de pessoas conhecidas e papelarias associadas às escolas são outros recursos que podem ser utilizados para a economia de final/começo de ano caso os pais não tenham tido tempo de se planejar e organizar seus gastos.


Gustavo Henrique de Sousa Silva, gerente da ABC Office Shop, conta que no ano passado a procura dos pais por compras coletivas foi maior. Em média, 20% dos clientes optaram por ir em grupos e  comprar o material escolar dos filhos. A média deste ano, no mesmo período, foi de apenas 5%.


“A papelaria fica mais cheia em janeiro e fevereiro. Os pais têm deixado para última hora, em vez de se organizarem e não acumular gastos”, acrescenta. Caso haja a procura por compras coletivas, o desconto chega a ser de 5% se pago à vista, garante o gerente.


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