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MAYCON FIDALGO
mfidalgo@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade
A necessidade de redimensionar os cômodos e os espaços de um imóvel surge a partir do momento em que os moradores aguçam a vontade de ter comodidade e facilidade nas atividades diárias. Os casais que pretendem ter filhos, ou já os têm, deparam-se com o dilema de planejar novamente um ambiente adequando-se às fases de crescimento da prole. Neste âmbito, com o passar do tempo, os pais reveem, periodicamente, o perfil dos filhos e, consequentemente, do imóvel, adaptando-o aos novos gostos e preferências, principalmente na passagem da infância para a adolescência. Hoje, moradores buscam articular vários fatores para concretizar a realização de um novo planejamento.
A arquiteta Andréa Parreira, que atua há 22 anos na construção civil, arquitetura residencial e decoração de interiores, acha preponderante pensar no futuro e avaliar os gastos de um projeto diferenciado, já que os custos de uma mudança tendem a se acentuar. Ela explica que, no caso de casais com filhos, o pensamento acerca de uma reforma pode ser feito já na primeira gravidez. “O planejamento familiar é fundamental no mundo moderno, porém o que dita estas regras é o orçamento familiar. Obviamente, um jovem casal com situação financeira confortável pode optar por adquirir o primeiro imóvel já com a possibilidade de acomodar o crescimento da família, com reformas e decorações futuras”, destaca.
Parreira alerta que, geralmente, o mais adequado para casais que pretendem expandir a família futuramente seria optar por uma residência maior, com três dormitórios, onde uma releitura dos ambientes do imóvel seja facilitada. “Em uma casa com dimensões de 100 m², um dormitório que, a principio, é destinado a ser um escritório pode ser um quarto de bebê futuramente. O outro ambiente pode ser adaptado como sala de TV ou revertido para o living, caso a planta contemple esta alteração”, avalia.
Contudo, a arquiteta acredita que ainda existem muitas restrições nas adaptações dos móveis de uma residência. “O que mais atende uma eventual reforma de estrutura são os armários. Estes podem ser quase totalmente reformulados, internamente e externamente. Já nas camas, sofás e cadeiras as alterações ficam restritas ao revestimento. No caso das camas, o beliche, muito utilizado nos anos 70 e 80, pode virar duas camas de solteiro sem grandes alterações”, indica. Para evitar prejuízos futuros, Andréa recomenda: “A contratação de um profissional que interprete os desejos do cliente e os transforme em um bom projeto é um passo garantido para um investimento seguro”.
Imóveis que duram bem mais
A diretora de empreendimentos da Construtora Villela e Carvalho, Ludmila Pires, destaca que a execução de um bom projeto contribui para a durabilidade do imóvel. “Antes de procurar qualquer casa ou fazer planos futuros, os moradores devem avaliar se aquele bem adquirido atenderá à pessoa por muito tempo ou se é apenas um local de transição”.
Ludmila ressalta que os interessados encontram no mercado a oferta de empreendimentos com estruturas que se adequam às mudanças desejadas pelo morador. “Hoje, pensamos por este âmbito antes de conceber um empreendimento. Sabemos que o imóvel será habitado por pessoas com perfis e gostos diferenciados”.
Em alguns casos, os apartamentos de três quartos podem sofrer alterações que refletirão as preferências do morador. “Em um imóvel com muitos ambientes, o cliente pode optar por ampliar a sala se não precisar de um terceiro quarto. Então, a parede que divide os dois lugares não terá viga, pilar e a parte pesada das instalações não passará por ali, para facilitar todo o processo”, exemplifica.
Ludmila avalia que é imprescindível analisar a relação custo-benefício das mudanças que ocorrerão em uma casa: “Muitos casais que têm filhos e compram um imóvel grande analisam o lado prático do novo lar, mas a interação que o ambiente proporcionará aos amigos da família também é levada em consideração. Deste modo, novos espaços são replanejados para atender melhor essa demanda”. “Há clientes que não têm muita necessidade de replanejar o imóvel, pois sentem que passam pouco tempo ali. Outras pessoas, mais caseiras, já não se importam com a despesa financeira advinda das reformas, pois o benefício será o dobro”, finaliza Pires.
Novas construções facilitam adequações
Mariana Aguiar, coordenadora comercial da EBM Incorporações, argumenta que, como os clientes têm personalidades distintas, os empreendimentos ofertados atualmente facilitam as adequações futuras: “Hoje, as incorporadoras já trabalham de uma forma diferente. A EBM constrói prédios com o teto rebaixado com forro de gesso para ajudar o morador em possíveis alterações na mobília. Caso o cliente queira fazer uma nova iluminação, não terá prejuízos”, observa.
Com esta proposta, incorporadoras e construtoras trabalham com lajes nervuradas ou do tipo “caixão perdido” – formadas pela união de vigas e lajes – para auxiliar os moradores nas reformas demandadas. “Quando trabalhamos deste modo, o peso da laje e dos pilares é diminuído e a geração de novos projetos facilmente flexibilizada”.
Entre os serviços da EBM, Mariana observa que o “Personality” confere aos clientes a oportunidade de personalizar plantas e acabamentos com os gostos da pessoa. “Para quem prefere exclusividade, existe o Personality Way. Nesta opção, o consumidor define como o imóvel será personalizado, o que requer um processo mais detalhado. A incorporadora disponibiliza profissionais para deixar o projeto da forma que é desejado, explica. O Personality Option, por outro lado, é desenvolvido para quem se interessa pela praticidade. “Os pacotes de personalização já são formatados pela equipe de arquitetura e design da EBM. A pessoa escolhe e a incorporadora faz”, comenta.
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