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Melhora o nível de escolaridade no DF

Também há mais trabalhadoras com carteira assinada e maioria ainda é negra

Tamanho da Fonte     Jade Abreu e Gabriela Moll Agência Brasília  Redação Jornal da Comunidade

[legenda=Em relação à idade, 57,7% das trabalhadoras domésticas estão acima dos 40 anos][credito=Tony Winston/Agência Brasília]O nível educacional das empregadas domésticas de Brasília aumentou nos últimos dez anos. Em 2005, 17,8% dessas trabalhadoras tinham ensino médio completo ou superior incompleto. Dez anos depois, o índice representa 29,5% das profissionais. É o que mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e pela Companhia de Planejamento do DF.


Cresceu também o número de empregadas domésticas no DF com carteira assinada: de 37,7% em 2005 para 50,4% em 2015. No ano passado, 31,3% eram diaristas (contra 20,6% uma década antes), e 18,3% atuavam sem a carteira assinada (em 2005, 41,6%).

Perfil
Das trabalhadoras avaliadas, 78,7% são negras. Quase a metade, 45,2%, é casada, e 49,4% delas são mães de crianças de até 9 anos. Em relação à idade, 57,7% das trabalhadoras domésticas estão acima dos 40 anos. Segundo a análise, isso significa que as pessoas estão envelhecendo na profissão e que a atividade não está sendo atrativa para os jovens.


A coordenadora da pesquisa, Adalgiza Lara Amaral, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, ressaltou que o estudo levou em conta apenas o trabalho de mulheres, já que elas representam 95,9% dos empregados domésticos em Brasília. Em 2015, os serviços domésticos representaram 6,3% da ocupação no DF para homens e mulheres. É o menor número desde 1992, o que mostra uma redução na prestação do serviço, associada ao aumento da escolaridade.

Jornada e local
Pelo levantamento, 2015 registrou menor média na jornada de trabalho, cerca de 36 horas semanais. Há 10 anos, a média era de 40 horas por semana. Quanto ao local de atuação, 43,7% das domésticas estão nas áreas mais nobres de Brasília (Lago Norte, Lago Sul e Plano Piloto); 37,9%, nas áreas intermediárias (Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Planaltina, Riacho Fundo, Sobradinho e Taguatinga); e 13,2%, nas regiões administrativas com renda mais baixa — Brazlândia, Ceilândia, Paranoá, Samambaia, Santa Maria e Recanto das Emas.

Mais direitos
Em 2013, a Lei Complementar nº 150 alterou a Constituição Federal de 1988, dando aos trabalhadores domésticos a garantia de direitos como seguro-desemprego, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, remuneração do trabalho noturno superior ao diurno e horários fixos da jornada de trabalho.

Declínio
Em 2015, os serviços domésticos representaram 6,3% do total de ocupação em Brasília para homens e mulheres. Esse número, o menor desde 1992, mostra uma redução na prestação do serviço, associada ao aumento da escolaridade. No caso específico da ocupação feminina, o porcentual é de 12,8%. Em 2012, o número era de 13,5%, e em 2005, de 19%.

 

DESEMPREGO
A taxa de desemprego em Brasília passou de 17,2% em fevereiro para 18,1% em março — o equivalente a 17 mil pessoas a mais desempregadas em um mês. Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. De acordo com o levantamento, em fevereiro, 265 mil pessoas estavam desempregadas, contra 282 mil em março. O número também é maior em relação a março do ano passado, quando havia 198 mil sem emprego. A pesquisa mostra que a população economicamente ativa aumentou de 2015 para 2016. Segundo a PED, 54 mil pessoas a mais estão aptas a entrar no mercado de trabalho. No entanto, a quantidade de cargos diminuiu. O levantamento indica que foram reduzidos 30 mil postos nesse mesmo período. Segundo a Codeplan, isso explica a elevação do índice de desemprego.

Autônomos
O número de trabalhadores com carteira assinada teve redução. Em 2015, havia 589 mil empregados com o documento. Em março, registraram-se 571 mil. Em relação a autônomos, porém, o levantamento indica aumento na quantidade. Em um ano, estima-se que dez mil trabalhadores ingressaram nesse tipo de ocupação.

Renda
De acordo com a PED, o rendimento médio de janeiro e fevereiro de pessoas em alguma ocupação caiu 2,1% de um mês para o outro. No primeiro, a renda média era R$ 2.942; no segundo, foi para R$ 2.879. A renda média dos trabalhadores autônomos também decresceu — de R$ 1.789 em janeiro para R$ 1.662 em fevereiro.


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