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Desemprego aumentou 49,3% em um ano no Distrito Federal

Taxa em Brasília atingiu 18,9% em maio, com quase 300 mil desempregados

Tamanho da Fonte      Redação Jornal da Comunidade

[legenda=A Secretaria do Trabalho divulgou a Pesquisa demonstrando a pior crise de desemprego na história da cidade]Com a estimativa de 299 mil desempregados – nove mil a mais do que em abril –, a taxa de desemprego total em Brasília ficou em 18,9% em maio. Os números resultam do aumento insuficiente da quantidade de ocupações (11 mil ou 0,9%) em relação ao de pessoas que passaram a fazer parte do mercado de trabalho (20 mil ou 1,3%). Esse crescimento é atribuído também a outros membros das famílias dos desempregados – mulheres e filhos – que se lançaram no mercado em busca de uma atividade remunerada: 15 mil pessoas.


A análise faz parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), divulgada pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Reflexo da crise econômica nacional, existem hoje em Brasília 69 mil chefes de família desempregados, segundo a coordenadora da pesquisa, Adalgiza Lara Amaral, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para esses, de maio de 2015 (6,2%) a maio de 2016 (10,3%), a taxa de desemprego aumentou 49,3%.


Em relação ao nível de ocupação, com o aumento de 0,9% (ou 11 mil postos de trabalho), o contingente de ocupados passou a ser estimado em 1,284 milhão de pessoas, contra 1,273 milhão em abril. Setorialmente, esse resultado veio da elevação nos setores da indústria de transformação (6,4% ou três mil), do comércio (2,6% ou seis mil), de serviços (0,8% ou sete mil) e da administração pública (1,1% ou dois mil). A construção civil apresentou redução de 4,6%, com a eliminação de três mil postos.


Os setores que mais empregaram, na comparação de abril e maio, foram o de serviços (sete mil), seguido do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (seis mil).
Maior a renda, menor o desemprego.


A PED-DF mostrou ainda que, nas regiões administrativas, quanto mais alta a renda, menores são os índices de desemprego. No Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte, a taxa de desemprego elevou-se somente de 7,1% para 7,4%, entre abril e maio. Nas regiões consideradas de renda intermediária, houve relativa estabilidade, de 15,5% para 15,7%.


Foi o caso da Candangolândia, de Taguatinga, Sobradinho e Planaltina, e do Gama, Núcleo Bandeirante, Guará, Cruzeiro e Riacho Fundo. Naquelas de renda mais baixa, constatou-se aumento de 22,3% para 22,8%: Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas. (Fernando Martins, da Agência Brasília).


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